12 de fev de 2009

Pedal em Grupo

Nesta postagem a proposta é registrar a necessidade da colaboração da galera que adotou a Bike como ‘melhor amiga’.

Nossa atividade possui riscos inerentes, portanto devemos prestar atenção nos detalhes para que o entusiasmo dê lugar à preocupação e responsabilidade nas posturas mínimas e para que tenhamos pedais mais organizados, envolventes e protegidos.

O Condutor de Percurso determina a velocidade do deslocamento e os pontos de ‘encaixe’ com o trânsito, põe o grupo em posições protegidas de acordo com a necessidade.
Paralelamente os Guias ajudam na visibilidade e ordenação de todo o grupo e por fim o Fechador com rádio sempre sinaliza à frente para as devidas providências.

Seguem algumas posturas que ajuda a galera do Pedal em Grupo:

1- Atenção em todos os momentos, tanto com o chão (por onde passamos), quanto com as manobras, suas habilidades e situações do trânsito, fique atento para as determinações dos Guias, pois esses estarão em consonância com o Condutor que indica o caminho e as posições do grupo nas ruas;
2- Não faça manobras abruptas no meio da galera, a maioria dos pedaia noturnos e em grupo são ‘passeios’, uma forma de entretenimento e diversão que toda semana deve proporcionar momentos de lazer;
3- A gritaria de ‘direita!’ dos Guias, foi algoz de alguns grupos, para isso a galera não pode ‘amontoar’ nas paradas de faróis, ‘abrindo’ e ocupando mais de 1 (uma) faixa, inclusive deve-se o tempo todo ocupar somente 1 (uma) faixa mesmo em deslocamento;
4- O ideal é que o grupo tenha rádio comunicador entre o Condutor de Percurso e o Fechador, isso faz que você fique à vontade no seu ritmo, e para que ninguém fique desgarrado;
5- Pedalamos em grupo para aumentar a segurança, percorremos ruas que fazem parte da cidade culturalmente ativa, nossos problemas com o trânsito são mínimos, pois os motoristas estão cada vez mais acostumados conosco, então não vamos entrar em discussões inócuas que não levarão a lugar nenhum, deixe quieto qualquer problema e ‘bóra pedalar’!;
6- Os Guias teoricamente fecham os semáforos de cruzamentos pequenos para que o grupo passe sem interrupções, para isso é preciso que você se ‘conecte’ com o grupo e não deixe abrir o espaço a sua frente, uma dica é: sair rápido, em marcha leve e as mudanças de marcha com certa competência. Já no caso de semáforos maiores vamos respeitar a sinalização para evitar riscos;
7- Repasse avisos de ‘BuracÔ!’ para trás até o último;
8- Os grupos em geral espera sempre para o reagrupamento depois de qualquer situação que os separe, sejam subidas, semáforos fechados e etc...;
9- Vá preparado para ruas escuras com farol/lanterna dianteira e pisca traseiro.
Equipamentos de segurança como luva e capacete;
10- Faça manutenção na sua bike e tenha certeza de que seu pneu está com câmara revisada e bem instalada, pneus calibrados e cabos em boas condições;
11- E por último, leve o seu SORRISO!

Alemão
Condutor ABETA

29 de set de 2008

Subindo Guias

A GUIA
Bike não é um carro nem uma moto, é sabido que a Bike desmontada iguala-se ao pedestre em direitos e deveres, sendo assim é o ‘veículo’ que mais se assemelha ao nosso andar a pé. Os caminhos, passagens e passeios por praças e até as polêmicas calçadas, são passíveis de uma subidinha daí, não podemos nos limitar a simplesmente pedalar nas ruas e esquecer de melhorar nossa técnica e tirar proveito que ela pode nos trazer.
O objetivo desse texto é colocar para as pessoas que já pedalam, a mulherada experiente ou não, a mulecada e todos que queiram aprimorar com segurança a dirigibilidade do bólido duplo-rodante de propulsão à feijão denominado Bike.
Vou falar da importância de subir a frente da Bike.

EMPINAR E SABER LEVANTAR A FRENTE É UMA DEFESA
O “grau” = empinar. Que para muitos é um tipo de exibição, dizem que beira o ridículo e coisa e tal, pasmem! Por trás dessa pecha existe talvez a salvação de uma possível queda ou pancada na dianteira que leve o(a) caboclo(a) e até o profissional beijar o chão.
Saiba que a traseira pode bater, a frente não!
A importância da puxada é para aliviar o peso da frente quando o obstáculo é eminente, quero dizer, sem tempo de desviar numa situação inesperada e com o peso do corpo todo nos braços e no guidão. O domínio da técnica nesse momento é importante, pois junto com o cansaço e nos últimos quilômetros do passeio ou trilha, você pegar um buraco de jeito, pode ser fatal. Essa técnica bem treinada, ajuda você a escapar desse imprevisto.
A minha intimidade com essa estripolia foi dos 12 aos 15-16 anos, eu ficava horas na marquise do Ibirapuera nos rolês dominicais tentando bater meus fracos recordes de pedaladas empinando, vi logo que não era minha praia, até mesmo pela minha estatura eu não me iludia.
A Bike era uma Crescent 10 – Monark, uma speedeira da época, com guidão de Ceci que já era uma ‘busca’ ao MTB. Eu prestava atenção nos detalhes, ficava tentando entender como faziam, zanzando pela marquise, todas as opções eram exaustivamente executadas, aprimorei as técnicas e percepções, onde tentativas e erros eram as formas e a ‘informação’ que dispúnhamos na época, internet, revistas, TV, amigos não rolavam...

A BIKE
A primeira atenção dada ao iniciar nessa técnica é quanto ao pneu da frente, se der tudo certo a roda pode ficar íntegra, se não, diminua o tamanho da guia indicada. Tudo em prol do avanço técnico.
Tire um dia para fazer esse treino, a Bike deve estar com a calibagem dos pneus um pouco a mais do que é usado comumente por você, 5 lbs a mais já bastam.
Escolha uma guia não tão alta nem tão baixa, 6 a 12cm e se a borda for arredondada, melhor.

Teoria
Imagine que o ‘tempo da puxada do guidão’ deve ser exatamente no momento em que a roda for encostar-se à calçada, mas como entender esse tempo?
Técnica
Vá com a Bike perpendicular (90°) em direção a guia, segure firme no guidão, e numa velocidade não superior à 2km/h (bem lento), bata de frente! Sim bata de frente na guia, não tem problema se você lembrar que sua velocidade não pode ser muita, é bem devagar mesmo. Repita uma vez, duas se tudo estiver indo bem. Repita mais uma um pouco mais forte.
Agora você já pode tentar acertar o momento da puxada, ainda não precisa acertar! Repita o passo anterior, só que no momento da batida, puxe o guidão! Perceba se bateu antes, dando uma bela cassetada na roda, ou se foi atrasado, kikando antes na guia. Entenda o que passou com a frente da Bike antes e depois da puxada.

SUBINDO A RODA DE TRÁS

Teoria
Depois da puxada a roda da frente está encima da guia, resta subir a roda de trás que é um movimento natural, com o próprio embalo da puxada, porém pode ser fatal para a roda traseira que sofre o impacto do peso do corpo todo.
A ‘manha’ é o jogo de corpo.
O peso do corpo para muitos é mais de 60% do peso da Bike, sendo assim imagine a influência que ele causa na Bike.
Técnica
Primeiramente precisa ter firmeza em ficar de pé na Bike, pois assim ocorre uma transferência de peso do selim, para o pedivela e o guidão, já que é para frente que você vai aliviar o peso da traseira. Uma forma de treino é em subidas pedalar de pé, jogando o corpo para frente e para trás, até que sinta essa transferência. Para trás é mais perceptível o alívio do peso, pois você estará puxando o guidão, para frente já existe o peso do corpo dificultando. Treine esse movimento.
No exato momento da subida da roda de trás na guia você deve executar o passo anterior com uma ênfase: apoiar e deslocar o peso do corpo encima do guidão empurrando os pedais para trás e praticamente ‘pulando’ sobre os pedais.

TUTORIAL
1- Descobrir o ponto exato da puxada;
2- Puxar o guidão, flexionar os cotovelos e jogar o corpo para frente após a subida;
3- Em ato contínuo, apoiar o peso do corpo no guidão e ‘pular’ para frente.

DICAS
1- O momento da puxada geralmente é depois do que se imagina;
2- Após a puxada com a impulsão do corpo para trás, flexione os cotovelos e jogue o corpo para a ‘frente’, parece que é para trás não? Na verdade é para frente mesmo, puxe, dobre os braços e jogue o corpo para frente, assim você já está aliviando a recepção, flexione os braços e aproxime o peito ao guidão;
3- Outro ponto de ajuda é o toque no pedal que consiste em posicionar o pedivela com seu pé diretor (pé que dá a primeira pedalada ao iniciar o deslocamento), por hábito este pé tem mais força, ele deve ficar na posição de potência que é dos 40 aos 60°. No asfalto e em linha reta, posicione o pedal e force uma vez só, retornando o pedal para trás e forçando de novo, repita várias vezes. Force e volte, force e volte, force e volte;
4- Ficar de pé para subir a roda de trás é importante;
5- Bata a roda da Bike várias e várias vezes, insista nesse passo, ele é quem vai regular a sua percepção e o ‘tempo’ mencionado acima;
6- Se ficar com dó da sua Bike, alugue uma no parque para a prática e ainda ganhe um passeio.

25 de set de 2008

Disposição

Vamos falar sobre a DISPOSIÇÃO.


A DISPOSIÇÃO é um fantasma que assombra muitos dos que iniciam no esporte, e que hoje são proprietários verdadeiros móveis no meio da sala, bike cujo proprietário escolheu, descobriu várias peças e marcas, correu no mínimo duas lojas para fazer os cheques e pronto! Está lá jogada numa garagem ‘mofando’.

Para pedalar no domingo não é fácil perder a balada do sábado, nem ir dormir às 8hs, alem disso às 5:00hs está nublado e quase chovendo... Nos pedais noturnos, são cinco e meia/seis da tarde, o frio de meio-inverno, não choveu e nem vai, é hora de decidir! Bóra! Não tem jeito, melhor assumir logo o pedal.

O ‘pedalar’ é um exercício que depende muito da sua DISPOSIÇÃO. Se você não estiver ‘pilhado’ vai ficar difícil conseguir superar todos os obstáculos psicológicos que o impedem de sair com a cara e a coragem no meio dos bólidos apressados. Não é como botar um tênis e sair perto do bairro para correr ou caminhar, pedalar é mais que isso (não desmerecendo os praticantes de corridas e caminhadas), existe entre o ‘pedalar’ e a ‘vontade de pedalar’ a nossa grande amiga Bike, equipamento mecânico sujeito ao desgaste e quebras, assim cuide dela com manutenções periódicas, lubrificações e lavagens se precisar.

Quando começamos pedalar ou buscamos um ritmo de passeios semanais, mensais na pior das hipóteses é que vem o problema, pois a pouca DISPOSIÇÃO acaba por completo quando um(a) amigo(a) convida para sair, daí já viu o pedal do mês foi pro brejo, mais um mês pra bike ser usada. Lembre-se dos nadadores, que acordam o ano todo às 5:00 e treinam em piscinas frias. Brrrrr.

É uma luta mesmo, em todos os esportes existe essa resistência do corpo. Depende realmente da nossa cabeça.

Considerando um pedal por semana vão aqui algumas dicas para evitar a preguiça:

1- Lembre-se do último pedal: vivencie os momentos de pedais passados, as amizades, as risadas, etc.;
2- Informe-se sobre bike: entre em sites, blogs, listas, viva a Bike;
3- Na academia você gastaria muito mais: comprar uma luva nova, consertar o capacete, fazer uma gambiarra na luzinha, tudo isso ANIMA e foca;
4- Negue qualquer convite para o dia da semana do pedal (dica importantíssima);
5- Para quem pedala a noite: ao entardecer o corpo reduz o ritmo do metabolismo nas atividades, até mesmo as cerebrais. O ideal é fazer um lanche, esperar chegar as 20:00hs, daí o ânimo volta e a preguiça vai embora, é essa hora de sair, preste atenção nisso.
6- O corpo é preguiçoso: o comprometimento faz com que o corpo reaja a gripes e resfriados à toa, além de você ficar mais resistente, ele percebe que não pode parar. Ordene isso à ele!
7- Se você acorda cedo: antes das 5:00hs, o ideal é pedalar até no máximo 16 horas que acordou, daí então só pedale até as 21:00hs, não exceda esse limite nem qualquer outro em detrimento da segurança.
8- Pedale em grupo: é mais seguro e o fato de ir para a saída com algum grupo já te dá maior ÂNIMO para o pedal.
9- Trabalhe um pouco menos, desvencilhe-se do computador, são de duas a quatro horas o tempo para si, para a sua saúde.
10- É impressionante como esquenta pedalar, pode sair com pouca blusa que rapidinho você estará querendo tirar tudo.

De resto é só curtir esse mundo que é o Pedal!
Alemão

8 de set de 2008

Policiamento da Atenção

Já com o tópico Policiamento da Traseira aqui no Blog desta vez a análise é sobre o Policiamento da Atenção.

Para quem pedala só, esse tók é apenas uma lembrança, pois o nível de atenção quando se pedala solo é infinitamente maior devido ao fato de que a única coisa que você efetivamente está fazendo é a pilotagem da Bike, mas para pedais com duas ou mais pessoas o Policiamento da Atenção pode ser um diferencial importantíssimo para o seu retorno são e salvo.

Se no pedal competitivo a tônica é: ‘nunca’ olhar para trás ou ‘nunca’ tirar uma das mãos (se fizer faça rápido e com domínio absoluto), já no pedal Amazing/Curtição, (prática que envolve cicloviagens e trilhas sem responsabilidade de desempenho), a busca é pela liberdade dos movimentos, entretendo-se, espairando o stress do cotidiano e vislumbrando visuais. As atitudes que devem ser tomadas sobre a Bike (dentro das habilidades de cada um é claro) devem ser com a responsabilidade do ‘erro 0’ que é evitar colisões e quedas. Por um único segundo um erro pode transformar o ‘barato’ de pedalar, e até mesmo a possibilidade de fazê-lo em uma atividade que logo se interrompa e acabe rapidamente com seu projeto de perder a pança ou sair da inatividade.

Curtir o pedal é, além de exercício, uma terapia sem igual, no seu decorrer, falam-se assuntos que vão desde tipos e detalhes profundamente esboçados com dicas e truques sobre peças, até a literal troca de receita de bolo, muito concorrida entre as mulheres. Essa conversa pode e deve rolar, mas no momento certo, sem prejudicar a atenção, e principalmente na velocidade adequada para o ‘chão’ daquele momento.

Falemos sobre Dissociar os movimentos.
Ajeitar o capacete, tomar um gel, tomar água da garrafinha, coçar o rosto, ou em nível avançado, bater uma foto ou comer uma fruta, talvez seja a primeira manobra/ traquinagem que arriscamos ao ingressar no mundo do pedal, que resumindo é: tirar uma das mãos pedalando consciente.

Vamos entender as condições necessárias para tal feito:
- Mão do freio: Utilizar para esses momentos somente a mão do freio da frente, pois assim no ‘susto’, você não corre o perigo de frear com o freio da frente.
Nosso amigos, para caprichar na foto
automaticamente tiraram a mão errada,
no susto acionarão o freio da frente.

- Chão momentâneo x Velocidade momentânea: Respeitar as dificuldades do chão exatamente no momento da ação, em caso de chão ruim ou descida, é aconselhável adiar fazê-lo ou parar de vez.

Voltemos à Dissociação, ela facilita a percepção e permite que você automatize os movimentos sem perder a direção, é o treino do baterista que desenvolve a coordenação suficiente para diferenciar os movimentos das mãos e dos pés sem perder o ritmo e a música. Aquelas brincadeiras de girar o braço para um lado e o outro para o outro, existem várias brincadeiras dessas, só temos que adaptá-las para o nosso andar de Bike.

Você deve manter em primeiríssimo plano o Estado de Atenção que é aquele momento onde todos os seus sentidos estão direcionados para a pilotagem, a posição no guidão e nos pedais é firme, olhar para frente e boca fechada, essa é a posição básica onde você deve focar sua atenção, a partir daí, (com essa posição dominada) você pode arriscar umas olhadas ou distrair-se com outra coisa que não seja a condução da magrela, qualquer distração você deve rapidamente retornar a este Estado de Atenção e em níveis avançados de Dissociação, nunca perdê-lo.

A Distração se apropria desse processo, identifique o momento da distração (esse já é um grande passo!) repare se a distração foi em um momento importante do pedal, treine refazendo a cena do momento da distração, pense no que te distraiu, force essa ação até que sua negação fique Espontânea, assim melhora subliminarmente o seu foco no pilotar, abstraindo-se lentamente e separando automaticamente as ações. Lembre-se:

“O estímulo que não é suficientemente intenso para que o indivíduo tome consciência dele, mas que, repetido atua no sentido de alcançar o efeito desejado”. (Ditado de MATUZALÉM)

Perceba sempre o que passa ao seu redor, reduza esses Momentos de Distração, se estiver conversando ou olhando muito para a paisagem, identifique esse momento! Abandone a conversa no meio! Interrompa! Se vier um obstáculo, pare tudo e... Estado de Atenção! Volte ao papo após liberar ou melhorar o caminho, pois faz parte curtir, integrar e olhar ao redor.

Esta é uma dica que se você já pratica, aprimore-a sempre, se você pensou nela agora, dedique seu próximo pedal praticando, talvez o resultado dessa ação nunca seja percebido efetivamente por você, mas uma coisa eu garanto sua atenção será mais respeitada.

Alemão
29/07/2008

1 de abr de 2008

Motoristas de ônibus - Ame-nos ou Engule-nos

Ou tenha no mínimo EDUCAÇÃO!...
Voltando de um pedal pela Hélio Peregrino, ao cruzar a Jucelino Kubitchek a minha velocidade era senão maior ou igual a de um ônibus que por diversão ou sei-lá o que começou um "racha" comigo, ele passava e parava no ponto, daí era a deixa, praticando a técnica de Policiamento da Traseira, eu passava e ele vinha, ficamos nesse imbróglio até chegar numa caçamba a qual o 'homicida' não desviou, tive que brecar a bike imediatamente com risco de bater na caçamba.
Bike nas ruas É LEI!

Varei três faróis amarelos e cheguei nele na Avenida Cidade Jardim ele ainda esboçou uma reação de indignação comigo (pura falta de conhecimento, vulgo "ignorância").
Justo comigo! Eu, que acabara de ser ameaçado de morte? O animal não tem respeito pela vida e acreditam que sua armadura de matar é a que tem a preferência.

Tomou um tapa no espelho retrovisor, só queria assustar de leve mesmo mas errei na força e o vidro estilhaçou. Confesso que me exaltei e não aconselho ninguém esse tipo de atitude, me policio para não fazer mais isso, mas acredito que o cara respeitará mais os Pedalantes à partir desse episódio.

Quando escrevo ou blogo me exponho, escrevo episódios como num caso desse, espero não ser julgado.

Segue o link para reclamações na prefeitura sobre motoristas de ônibus imprudentes:

http://sac.prefeitura.sp.gov.br/

Para fazer uma reclamação sobre um motorista de ônibus é simples e rápido, basta acessar o site abaixo com a placa do veículo ou o prefixo, data, hora e local da ocorrência.

No assunto escolha: Transporte publico / Conduta de Trabalho

Lembrem-se de manter o respeito na hora de escrever a reclamação, eu costumo descrever a manobra salientando que "corri risco de vida", citar o código de trânsito no artigo que dá preferência ao ciclista sobre os demais veículos e solicitar que o motorista seja orientado com relação ao CTB. A reclamação gera um número e algum tempo depois ela é respondida.

Eu acredito que o motorista seja advertido sim. Se todos começarem a fazer isso acredito que os motoristas passem a nos respeitar mais.

Cadência X Potência

Entender a Cadência x Potência da pedalada é utilíssimo ao Pedalante, se ele é condicionado por intensos passeios, viagens ou treinos, procura aperfeiçoar ainda mais a sua técnica, se não, em muitos casos não treina o suficiente para realizar suas aventuras. Aí, então, utilizar a técnica correta é um trunfo importante.

Talvez você já tenha encontrado com algum Pedalante que gira com grande carga e, mesmo assim, utiliza uma "relação pesada" e cadência baixa, consumindo preciosa energia que lhe fará falta mais tarde. Quantas são as viagens e passeios nos quais encontraremos trechos longos, onde é possível aplicar uma cadência mais alta de pedalada para economizar reserva energética e ganhar rendimento? E o que dizer das longas subidas e falsos planos, onde uma boa técnica preservará as articulações e nos livrará de indesejáveis dores.

Perceba que a velocidade é alcançada imprimindo certa força ao pedal, depois do "embalo" a carga diminui, é hora de reduzir "endurecer" as marchas para aumentar a velocidade e progredir. Quando está numa marcha pesada e perdendo velocidade é hora de reduzir "amolecer", girar um pouco nessa cadência, o músculo "respira" e daí você "endurece" de novo.
Teoricamente uma cadência maior traz maior longevidade do glicogênio dos músculos guardando assim uma reserva importante nas longas distâncias.

E como saber qual a cadência ideal para cada um?

Na prática é só comprar um velocímetro "relojinho" que marque cadência e comparar "percebendo" à quantas anda o seu giro, mas se não tiver o marcador de cadência, "perceba", compare-se com os outros à partir da sua sensação de força muscular. Alguns Pedalantes tem seus músculos e fibras propícias para a explosão, quase um exercício anaeróbio, outros adaptam-se melhor à maior cadência aeróbia total.

Lembre-se que essa história de cadência não pode influenciar na sua velocidade à frente.

Tenha certeza que quem aplica os princípios corretos vai mais longe, chegará mais inteiro e curtirá mais a pedalada.

Não precisamos ser atletas de ponta, mas podemos aplicar as maravilhosas leis da física a nosso favor.

6 de mar de 2008

Primeiros-Socorros para Ciclistas

O que fazer imediatamente em caso de acidente:
- Seja um socorrista, não um herói;
- Domine a situação e previna perigos mortais;
- Nunca se deverá mover um ferido. Em nosso esporte, o risco de acidentes com fraturas na coluna é eminente, portanto, pare a rua! sinalize aos carros que vem, mas não mova o ferido de maneira alguma;
- Deve ser imediatamente verificado o tipo e a importância das lesões, para um próximo passo ou até mover o ferido;
- Controle o pulso e a respiração do ferido;
- Caso haja necessidade de chamar uma ambulância deverá mandar-se um terceiro.

Para os acidentes graves:
Mantenha a calma!;
Promova a respiração: Na maioria das situações, exceto em casos de suspeita de fratura da coluna vertebral ou do pescoço, deve ser colocada a vítima na posição lateral de segurança (PLS), o que impedirá que sangue, saliva ou a língua obstruam as vias respiratórias. Puxe a testa da vítima para trás, de modo a que a garganta fique esticada desimpedindo as vias respiratórias permitindo que a vítima respire livremente, se isso não funcionar promova a respiração boca-a-boca;
Estanque a Hemorragia: Pressione o ferimento com uma atadura;
Previna o choque: Fale com o ferido distraindo-o e trazendo aconchego.

Medicamentos que devem ser dimensionados, receitados e ministrados sob orientação médica: - anti-histamínico; - enteroviofórmio; - analgésico e antitérmico; - antinflamatórios; - antiácido; - antiespasmódico; - antialérgicos; - relaxantes musculares; - descongestionante nasal.

Detalhes sobre Primeiros Socorros e lista do kit
PS (Suporte básico à vida),
são os protocolos atuais para cada situação. Por exemplo: o protocolo que trata sobre medicamentos diz que qualquer medicamento deve somente ser ministrado por um médico, assim como os procedimentos invasivos.

Manter-se atualizado é uma outra questão, pois comumente não utilizamos muitas das técnicas aprendidas (inclusive esperamos não utilizá-las) assim, é necessário sempre colocar em prática através de simulados ou treinamentos. Também devemos nos manter atualizados pois os protocolos mudam, vejam o exemplo do RCP: o protocolo mudou várias vezes, atualmente são 2 ventilações para cada 30 compressões (em adultos ou crianças, exceto recém-nascidos).

Vale ressaltar que temos uma referência no turismo de aventura que apresenta o que é necessário (recomendável) para possuir no KIT. A Norma é a ABNT/NBR 15398 - Turismo de Aventura - Competências de Pessoal.

Abaixo segue cópia do Anexo B que trata sobre o estojo de PS:
Anexo B (informativo) Estojo de primeiros socorros Convém que o estojo de primeiros-socorros seja compacto, robusto, impermeável e com o conteúdo também embalado em sacos plásticos impermeáveis. Convém que seja dimensionado de acordo com a atividade e número de participantes. Caso os grupos sejam divididos em equipes menores, convém que estas contenham estojos por equipe. Recomenda-se que o estojo de primeiros-socorros seja verificado periodicamente em relação à sua conservação e validade.

B.1 Para uma equipe de até seis clientes, sugere-se que o estojo de primeiros-socorros tenha o seguinte:
- luvas de procedimento, (seis pares);
- bandagem triangular, 1/1/1,5 m, (quatro unidades);
- compressas de gaze de 7,5 cm x 7,5 cm, (quatro envelopes);
- atadura de crepom de 12 cm x 1,80 m, (quatro rolos);
- atadura elástica de 12 cm x 1,80 m, (um rolo);
- esparadrapo, (dois rolos grandes de 10 cm);
- esparadrapo micropore (um rolo pequeno de 3 cm);
- bandagem plástica para queimaduras;
- talas flexíveis; - anti-séptico;
- curativos adesivos;
- soro fisiológico (100 ml);
- manta térmica;
- máscara de RCP com anti-refluxo;
- espelho sinalizador;
- apito;
- lanterna pequena para emergências, com baterias sobressalentes;
- purificador de água;
- bastonetes de algodão, (seis unidades);
- termômetro clínico, (uma unidade);
- pinça, (uma unidade);
- tesoura pequena, (uma unidade);
- sabão neutro;
- cicatrizante;
- antibactericida de uso tópico;
- álcool-gel;
- fósforos a prova dágua;
- pomada para contusões;
- pomada para queimaduras;
- cadastro de telefones úteis para casos de emergência;
- seringa sem agulha para lavagem; - sal; - açúcar.


28 de fev de 2008

O 'excesso' de Bicicleta pode causar impotência?

A prática prolongada do ciclismo pode exercer uma pressão sobre a anatomia masculina capaz de causar a impotência

Christine Gorman
Revista Time
Em Washington (EUA)

Vamos chamá-lo de Joe. Assim como muitas outras crianças, ele aprendeu a andar de bicicleta quando tinha 5 ou 6 anos. Aos 20, Joe estava praticando o ciclismo durante cerca de 10 horas por semana ou mais. Então, ele passou a notar uma dormência desconfortável nas suas parte genitais que ocorria de vez em quando, particularmente depois de ter efetuado longos percursos. Mas Joe não deu muita importância para esse fato, até o momento em que ele começou a enfrentar problemas na hora de manter uma ereção.

Uma consulta com um especialista em urologia confirmou que a impotência de Joe era essencialmente um problema de natureza física -o sangue não estava fluindo de maneira satisfatória dentro do seu pênis. Será que os anos que ele dedicara à prática da bicicleta poderiam ter alguma coisa a ver com isso?

"Com toda certeza", responde o médico que acompanha o caso de Joe, o doutor Irwin Goldstein, um professor de urologia e de ginecologia na Escola de Medicina da Universidade de Boston (Massachusets). Desde 1997, Goldstein vem alertando os ciclistas para o fato de que ficar sentado durante horas no assento de uma bicicleta pode causar uma forte pressão sobre o períneo, a região do corpo situada entre o ânus e o osso púbico, suficiente para danificar de maneira permanente a artéria que conduz o sangue até o pênis.

A partir de um estudo realizado sobre várias centenas de homens num clube ciclista de Boston, Goldstein chegou à conclusão de que um número não inferior a 4% dos ciclistas homens pesquisados apresenta problemas de impotência causados pela prática do esporte.

Uma nova evidência da provável relação entre a prática da bicicleta e a impotência está sendo divulgada nesta semana pelo Jornal de Andrologia. Um estudo de proporções reconhecidamente modestas examinou 17 policiais encarregados de fazer rondas de bicicleta e comparou a intensidade da pressão exercida por diversas partes de seus assentos com a quantidade e a duração de suas ereções durante o seu sono. Aqueles que andavam com mais freqüência de bicicleta e que, portanto, eram sujeitos a uma pressão mais pronunciada sobre a região do períneo, tiveram ereções em menor quantidade e mais curtas.

"Ao que tudo indica, a parte da frente do assento, isto é, o 'nariz' da bicicleta é a causadora do principal problema", afirma o autor que conduziu o estudo, Steven Schrader, um especialista em fisiologia da reprodução no Instituto Nacional de Segurança e Saúde Profissional.

Mas, antes que você resolva optar definitivamente entre a sua bicicleta e a sua vida amorosa, é preciso considerar que as evidências encontradas ainda são os resultados de estudos preliminares. "Acho que se trata de uma questão legítima", reconhece Martin Resnick, médico e professor catedrático no departamento de urologia na Universidade Case Western Reserve em Cleveland, no Ohio. "Mas precisamos de uma maior quantidade de dados para chegarmos a uma conclusão mais clara". Outros fatores também podem ser levados em conta, tais como a combinação da bicicleta com a sua anatomia específica e a maneira com a qual o usuário costuma pedalar.

Mesmo se os assentos de bicicletas causam efetivamente problemas, a solução não é necessariamente evidente. Irwin Goldstein é categórico em relação ao fato de que o "nariz" do assento deveria ser eliminado. Contudo, segundo Roger Minkow, um médico cuja profissão é projetar assentos de bicicletas e outros acessórios, a supressão do nariz poderia tornar mais difícil manter o controle sobre a bicicleta.

Na realidade, ao proporcionar ao ciclista alguma base sobre a qual apoiar o peso do seu corpo, o nariz o ajuda de fato a dirigir e a manter o equilíbrio. Nesse sentido, a solução apresentada por Minkow é simples: ele projetou uma fenda sobre o assento que, segundo ele, reduz a pressão sobre a região do períneo, o bastante para restaurar o fluxo sangüíneo.

Enquanto esse projeto não vê a luz do dia, não custa nada checar as
novidades no campo dos assentos de bicicleta ergonômicos. Além disso, sempre verifique se a sua bicicleta está mesmo adaptada de maneira correta ao seu torso. Com efeito, o movimento que consiste em se inclinar para frente durante um período de tempo prolongado aumenta a pressão sobre a região do períneo. (As mulheres têm também uma região do períneo, e algumas ciclistas têm se queixado de problemas geniturinários.)

Os especialistas também recomendam: não esqueça de se levantar do assento de vez em quando, ficando de pé sobre os pedais; esse movimento fará com que a pressão sobre a região do períneo seja interrompida. Ou ainda, vale tentar utilizar uma bicicleta que oferece uma posição deitada.

Em todo caso, nunca menospreze os sintomas de um adormecimento da região genital. O seu corpo pode estar tentando lhe dizer alguma coisa importante.

Tradução de Jean-Yves de Neufville

24 de fev de 2008

Transporte de bicicletas em ônibus

O transporte da bike em ônibus de linha, não é permitido devido às condições do transporte da bike sendo o maior impecílio o espaço, já em ônibus intermunicipais e interestaduais é permitido esse tipo de prática, muitos cicloturistas usufruem sem maiores problemas desmistificando assim suas dificuldades. É uma forma de manter a bike conosco em viagens de passeio, e até em viagens de negócios.

Dizem que a carteirinha de uma federação de ciclismo ou de algum clube de cicloturismo facilita o processo.

Para que seja fácil e prático o transporte, é útil ter conhecimento da linha que você vai viajar, sua frequência de passageiros, a época, e usar o bom senso onde dependendo desses fatores, é preciso alguns cuidados a mais, são eles:

Motorista: Peça importantíssima no processo, você tem que estar em concordância com o motorista, ele pode 'melar tudo', nesse momento tente ser simpático e 'aguardar' sua vez. Em rodoviárias de cidades pequenas, as prioridades são para o povo que é no caso uma maioria 'sem bike', mulheres com crianças, senhores e senhoras, ele estará ocupado embarcando essas pessoas, aguarde a sua vez com calma.

Mala-Bike: O objetivo é proteger as malas dos outros de graxa ou batidas agudas, ela pode ser qualquer tipo de 'sacola grande', um cobertor daqueles de feltro ou uma lona se você conseguir embrulha-la.

- 1° escalão - Viagens em ônibus de linhas tranqüilas, Santos-São Paulo é um exemplo: Prender a bike de pé mesmo, com a câmara reserva no bagageiro do ônibus.
- 2° escalão - Viagens rápidas com malabike: Desmonte a roda dianteira e prenda-a no quadro entre o pedivela e a suspensão dianteira, amarre ou prenda com tiras de tire-up. Retire o selim e pronto.
- 3° escalão de desmontagem - Viagens longas e até internacionais com mala-bike: Tire a roda da frente e prenda-a como no exemplo passado, retire a roda traseira e prenda-a na lateral do quadro, abaixo do canote do selim (se você tiver freios à disco cuidado também ao prender as rodas no quadro, prenda os discos para dentro de forma em que nada os toque), retire o cambio traseiro (não solte o cabo) e prenda-o com tire-ups no varão ascendente do quadro por dentro, isso evita que a bike se apóie sobre ele, retire o selim, você pode também soltar o guidão, não aconselho retirar a mesa, solte-o pelos parafusos do guidão.

Pronto, agora que a bike está pronta para viajar, devemos saber umas leis que regulamentam esse tipo de transporte:

Segundo o Decreto n°2.521, de 20/03/1998 - PERMISSÃO E AUTORIZAÇÃO (Publicada no DOU de 21/03/98)
Capítulo XI - DA FORMA DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS - SEÇÃO VII - DA BAGAGEM E DAS ENCOMENDAS

Art.70. O preço da passagem abrange, a título de franquia, o transporte obrigatório e gratuito de bagagem no bagageiro e no porta-embrulhos, observados os seguintes limites máximos de peso e dimensão:
I- no bagageiro, trinta quilos de peso total e volume máximo de trezentos decímetros cúbicos, limitada a maior dimensão volume a um metro;
II- no porta-embrulhos, cinco quilos de peso total, com dimensões que se adaptem ao porta-embrulhos, desde que não sejam comprometidos o conforto e a segurança e a higiene dos passageiros.
Parágrafo único. Excedida a franquia fixada nos incisos I e II deste artigo, o passageiro pagará até meio por cento do preço da passagem correspondente ao serviço convencional pelo transporte de cada quilograma de excesso.

Art.75. Verificado excesso de peso do veículo será providenciado, sem prejuízo das penalidades cabíveis, o descarregamento das encomendas excedentes até o limite de peso admitido, ficando sob inteira responsabilidade da empresa a guarda do material descarregado, respeitadas as dispoosições do Código Nacional de Trânsito.
Segundo o Decreto n°2.521, de 20/03/1998 - PERMISSÃO E AUTORIZAÇÃO (Publicada no DOU de 21/03/98)
Capítulo XI - DA FORMA DE EXECUÇÃO DOS SERVIÇOS - SEÇÃO VII - DA BAGAGEM E DAS ENCOMENDAS

Art.70. O preço da passagem abrange, a título de franquia, o transporte obrigatório e gratuito de bagagem no bagageiro e no porta-embrulhos, observados os seguintes limites máximos de peso e dimensão:
I- no bagageiro, trinta quilos de peso total e volume máximo de trezentos decímetros cúbicos, limitada a maior dimensão volume a um metro;
II- no porta-embrulhos, cinco quilos de peso total, com dimensões que se adaptem ao porta-embrulhos, desde que não sejam comprometidos o conforto e a segurança e a higiene dos passageiros.
Parágrafo único. Excedida a franquia fixada nos incisos I e II deste artigo, o passageiro pagará até meio por cento do preço da passagem correspondente ao serviço convencional pelo transporte de cada quilograma de excesso.

Art.75. Verificado excesso de peso do veículo será providenciado, sem prejuízo das penalidades cabíveis, o descarregamento das encomendas excedentes até o limite de peso admitido, ficando sob inteira responsabilidade da empresa a guarda do material descarregado, respeitadas as dispoosições do Código Nacional de Trânsito.

19 de fev de 2008

Pedal na chuva

Se você estiver pedalando e derrepente é assolado por uma chuva torrencial, a melhor solução é parar imediatamente em um local abrigado, cuidado se houver raios, pois as árvores são para-raios naturais. Chuvas fortes diminuem rapidamente, e quando ela diminuir é a hora de voltar ao pedal.
Eu aconselho tomar o rumo da volta para casa ou para o destino direto e sem paradas, isso pode fazê-lo perder um tempo precioso no retorno, pois a chuva pode voltar e os perigos estão eminentes.
Se a chuva for fraca, é preciso redobrar a atenção, pois o chão fica com a poeira do dia-a-dia úmida, trazendo o perigo de escorregar.
A vantagem de ter consigo uma capa própria para bike, faz a diferença nesse retorno ou para a continuação do caminho, ela mantém o corpo aquecido, pois o vento no corpo molhado dá uma sensação térmica mais baixa ainda. Essas capas tem uma abertura embaixo das axilas que permitem que o corpo 'respire', agora molhar vai de qualquer jeito.
Outro fator de atenção é para a roda da frente que pulveriza para cima o spray, fazendo-o literalmente comer a água do chão, existem uns para-barros que vão na parte do quadro abaixo da garrafinha que também o protege desse spray, senão diminua a velocidade.
Na verdade tudo isso é para se a chuva te pegar no caminho, ou se você estiver em uma ciclo-viagem e tem que ir para frente, porque com chuva não é prudente pedalar.
Valeu

Como evitar a "PORTA" dos carros

Quem ainda não 'amarelou' com uma porta ameaçando ser aberta? Se não, pelo menos você já pensou, 'ai se ele abre a porta!'.
Bem, a verdade se resume novamente na atenção, claro que o pedal urbano traz esses perigos que podem ser minimizados com um simples BERRO! A dica é GRITE! Esteja pronto para explodir suas cordas vocais à qualquer perigo eminente.
Tente reparar se os carros que estão parados não tem ninguém ao volante, e se ele ameaçar abrir a porta... Você já sabe o que fazer, GRITE bem alto: BIKÊ!!!

As Normas de Trânsito e a Bicicleta

Pelo Dr. Eder Giovani Savio

Dos artigos 58 e 59 do Código de Trânsito Brasileiro apreende-se que a bicicleta deverá rodar nas bordas da pista, tendo preferência sobre veículos automotores, mas se houver ciclovia ou ciclofaixa estas deverão ser usadas. A bicicleta pode, também, transitar nos passeios, desde que autorizado por sinalização, coisa que nunca vi, ou na contra-mão, mas só em ciclofaixa.

Quanto à velocidade, a bike deve obedecer aos limites máximos estabelecidos para os outros veículos (os mínimos são inviáveis, posto que são a metade dos máximos), lembrando que se houver sinalização o que vale é a velocidade dela constante. Não havendo, deve-se seguir as seguintes regras:

30 Km/h - Via local, caracterizada por interseções em nível não semaforizadas, destinada apenas ao acesso local ou a áreas restritas;
40 Km/h - Via coletora, destinada a coletar e distribuir o trânsito que tenha necessidade de entrar ou sair das vias de trânsito rápido ou arteriais, possibilitando o trânsito dentro das regiões da cidade;
60 Km/h - Estrada rural e via arterial, caracterizada por interseções em nível, geralmente controlada por semáforo, com acessibilidade aos lotes lindeiros e às vias secundárias e locais, possibilitando o trânsito entre as regiões da cidade;
80 Km/h - Via rural pavimentada e via de trânsito rápido, caracterizada por acessos especiais com trânsito livre, sem interseções em nível, sem acessibilidade direta aos lotes lindeiros e sem travessia de pedestres em nível.

Além do limite de velocidade, há outras infrações a que o ciclista deve estar atento, sendo quase todas de responsabilidade de fiscalização do município, conforme preceitua a resolução 66/98 do Contran. Vejamos algumas:

Conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva; Estacionar o veículo sobre ciclovia ou ciclofaixa; Deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinqüenta centímetros ao passar ou ultrapassar bicicleta; Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito ao ultrapassar ciclista;

Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo (veículo de pelo menos duas rodas a propulsão humana) fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda; Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo sem segurar o guidão com ambas as mãos, salvo eventualmente para indicação de manobras;

Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo transportando carga incompatível com suas especificações; Conduzir ciclo transportando passageiro fora da garupa ou do assento especial a ele destinado; Conduzir ciclo e ciclomotor em vias de trânsito rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento ou faixas de rolamento próprias;

Conduzir ciclo transportando crianças que não tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança.

Outra coisa importante a ser observada é o uso dos equipamentos obrigatórios, previsto pelo próprio código e regulamentado pelas resoluções 02/98 e 46/98 do Contran.

A primeira considera, como não poderia deixar de ser, o freio um equipamento obrigatório;

Já a segunda prevê que bicicletas com aro superior a vinte deverão ser dotadas de espelho retrovisor do lado esquerdo, acoplado ao guidão e sem haste de sustentação; campainha, entendido como tal o dispositivo sonoro mecânico, eletromecânico, elétrico, ou pneumático, capaz de identificar uma bicicleta em movimento; sinalização noturna, composta de retro-refletores, com alcance mínimo de visibilidade de trinta metros, com a parte prismática protegida contra a ação das intempéries, nos seguintes locais:
a) na dianteira, nas cores branca ou amarela;
b) na traseira na cor vermelha;
c) nas laterais e nos pedais de qualquer cor.

A mesma resolução 46/98 dispensa do uso do espelho retrovisor e da campainha as bicicletas destinadas à prática de esportes, quando em competição de mountain bike, down hill, free style, competição olímpica e pan-americana, competição em avenida, estrada e velódromo e, outros. Creio que o item "outros" foi colocado para não tornar ilegal alguma competição nova ou desconhecida por quem elaborou a norma. Obviamente que em competições devidamente permitidas pelas autoridades de trânsito, outras infrações também são desconsideradas, como a velocidade e a condução agressiva.

Curiosamente o capacete não é previsto como equipamento obrigatório. E seria muito bom que fosse, pois salvaria a vida de muitos ciclistas tímidos que se deixam influenciar pela chacota de pessoas menos informadas.

Importante: tome cuidado para não cometer infrações, pois em algumas cidades estão apreendendo bicicletas que só são devolvidas mediante o pagamento das multas. E tal prática tem respaldo legal.

O art. 255 do Código prevê que conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta, ou de forma agressiva, suscita a remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa. Porém as outras infrações também autorizam tal medida administrativa.

Caso sua bike seja removida, tenha a mão a Resolução 53/98 do Contran, que em seu art. 2º diz que caberá ao agente de trânsito responsável pela apreensão do veículo, emitir Termo de Apreensão de Veículo, discriminando os objetos que se encontrem no veículo, os equipamentos obrigatórios ausentes, o estado geral da lataria e da pintura, os danos causados por acidente, se for o caso, a identificação do proprietário e do condutor, quando possível, e os dados que permitam a precisa identificação do veículo.

O Termo de Apreensão será preenchido em três vias, sendo a primeira destinada ao proprietário ou condutor do veículo apreendido, a segunda ao órgão ou entidade responsável pela custódia do veículo e a terceira ao agente de trânsito responsável pela apreensão.

Estando presente o proprietário ou o condutor no momento da apreensão, o Termo de Apreensão de Veículo será apresentado para sua assinatura, sendo-lhe entregue a primeira via. Se você recusar-se a assinar, o agente fará constar tal circunstância no Termo, antes de sua entrega.

O agente de trânsito recolherá a contra entrega de recibo ao proprietário ou condutor, ou informará, no Termo de Apreensão, o motivo pelo qual não foi recolhido.

O prazo da custódia poderá variar de um a trinta dias, tendo em vista as circunstâncias da infração e a penalidade.

Por fim, se você for um cidadão consciente e tem desejo de participar da construção de um trânsito melhor, faça valer o seu direito previsto nos artigos 72 e 73 do Código Trânsito, que definem que todo cidadão ou entidade civil tem o direito de solicitar, por escrito, aos órgãos ou entidades do Sistema Nacional de Trânsito, sinalização, fiscalização e implantação de equipamentos de segurança, bem como sugerir alterações em normas, legislação e outros assuntos pertinentes a este Código; e que os órgãos ou entidades pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito têm o dever de analisar as solicitações e responder, por escrito, dentro de prazos mínimos, sobre a possibilidade ou não de atendimento, esclarecendo ou justificando a análise efetuada, e, se pertinente, informando ao solicitante quando tal evento ocorrerá.

A bike no novo CNT

Art. 39 - Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá:

Parágrafo único - Durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

Art. 59 - Nas vias urbanas e rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos da pista de rolamento, no mesmo sentido de circulação regulamentado pela via, com preferência sobre os veículos automotores.

Art. 60 - Desde que autorizado e devidamente sinalizado pelo orgão ou entidade com circunscrição sobre a via, será permitida a circulação de bicicletas nos passeios.

Art. 69 - É assegurada ao pedestre a utilização dos passeios ou passagens apropriadas das vias urbanas e dos acostamentos das vias rurais para a circulação, podendo a autoridade competente permitir a utilização de parte da calçada para outros fins, desde que não seja prejudicial ao fluxo de pedestres.

§ 1º - O ciclista desmontado empurrando a bicicleta se equipara ao pedestre em direitos e deveres.

Art. 106 - São equipamentos obrigatórios dos veículos, entre outros a serem estabelecidos pelo Contran:

VIII - para as bicicletas e ciclomotores, a campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais, e espelho retrovisor do lado esquerdo.

§ 3º - Os fabricantes, os importadores, os montadores, os encarroçadores de veiculos e os revendedores devem comercializar os seus veículos com os equipamentos obrigatórios definidos neste artigo, e com os demais estabelecidos pelo Contran.
(fonte: Bicisport

Policiamento da Traseira e Visão Periférica

O policiamento quase que constante da traseira é importantíssimo, acostume-se com isso, estar ligado de que passou um farol cheio de carros furiosos e que eles virão "babando" atrás é fundamental, você terá uns segundos de liberdade, porém eles virão, utilize daí a regra do 1/3 que falarei em outra postagem, talvez a próxima, use a busca.
O olhar também é importante, a visão periférica é fácil de treinar, primeiro tente olhar para os lados olhando para a frente, é fácil, treine aqui mesmo no micro, tente se concentrar no local mais ao lado que consegue, isso fará com que em uma olhada rápida ou uma pequena virada de pescoço você já tem noção dos carros ou de seus faróis vindo.
Olhe, Pedale, Olhe, Pedale, Olhe, Pedale... Treine e fique atento!

10 de fev de 2008

Iluminação noturna

Vou falar de Iluminação noturna na Bike, não quero "apavorar" mas o cara que pedala à noite e não usa nenhum tipo de iluminação, está querendo virar estatística, se acontece algo depois nem reclamar pode, pelo fato de não ser visto mesmo, reflexos, sombras, pontos mortos dos veículos e pessoas arrogantes contribuem para um esbarrão, utilizando uma lanterna traseira qualquer que seja, estará literalmente "botando" respeito e dizendo que não é qualquer um, mas sim um cidadão/ciclista que pratica o esporte e sabe de seus direitos e deveres, os quais estarei escrevendo insistentemente aqui no Blog.
Tive a idéia desta pauta porque no pedal de hoje um companheiro estava sem iluminação, a Bike trás um despojo, malaca, malandra, mas não insegura.
A moçada que utiliza a bike para passeios curtos daqui até a pracinha, ou para a casa de um amigo e volta pelo laderão ou pelo retão, não precisa acender sempre, mas tenha ela presa na bike acenda assim que necessário. Existe a máxima: "só vou na calçada...", duvido!
Eu uma época achei na 25 um tipo de pisca-pisca que eu punha no capacete do lado esquerdo traseiro, era do tamanho da ponta do dedo, mais a luz principal traseira para o canote do banco (o mais alto possível) acho o suficiente para um pedal visível.
Hoje vi de novo uma bike com luz traseira na altura do eixo traseiro, também não acho útil, a não ser que seja de apoio a uma iluminação correta que deve estar na altura das lanternas dos carros, pois assim a visão do motorista já está preparada para localizar luzes naquela altura que dá um range de 50cm a 1m de altura, tem gente do pedal responsável que também põe no capacete e ainda uma lanterna virada para trás, corretíssimo, somos a parte fraca da situação e saindo dessa teoria toda quanto melhor a iluminação traseira mais seguro você estará. Um amigo o Germán usa de xinfra na sua ‘city bike’, néons que piscam com o girar das rodas presos pelo bico ficam girando e piscando pela cidade noturna é BIZARRO! Mas é luz! O que não pode é por deslecho, esquecer as pilhas, lembrar mas desencanar e ir sem luz, aí não em galera.
Nosso lema é ERRO “0”!
Valeu

7 de fev de 2008

GRELHAS

Ano pasado, por meio de uma “grelha”, “da prefeitura” perdemos um amigo que deixará saudades o Paulinho,
ele caiu com a roda da frente nela e foi ao chão, devido a complicações do sistema respiratório, traquéia, laringe e pescoço, não resistiu e faleceu, isso fez com que o pessoal do pedal ficasse mais esperto com as malditas “grelhas” e até com seus itinerários.
Minha idéia de certificar ciclistas, passando a minha experiência, a de "dinissauros" das ruas e a de grupos que pedalam e focam suas atividades no ciclismo, vinha antes do ocorrido com nosso amigo, daí para a criação desse blog foi imediato.
Pergunto indignado, porque o "raio" da grelha tem o sentido da rua e não ao contrário? E aí? Vão trocar essas malditas? Conheço uma no cruzamento ............................ que daqui a pouco fará outra vítima, estou fotografando e postando aqui.

30 de jan de 2008

Início das atividades

Olá Pessoal!!!
Este Blog foi criado para certificar ciclistas habilitando-os a movimentarem-se com segurança e com suporte do que é certo e prudente, e o que é PERIGOSO fazer para um deslocamento seguro, passar situações que possam agregar à galera do pedal condições extremas de movimentação na cidade de São Paulo.
Por quem pedala e por situações analizadas nos pedais e momentos comuns vividos por quem curte a Bike.
Obrigado e qualquer informação é muito bem vinda.
Valeu
Alemão